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Os factos

por pedrop, em 15.05.13
- A sede do governo apresenta a taxa internamente, Portas indica opor-se. Passos aceita possibilidade de substituição, caso haja margem e a Troika o permita. Passos apresenta a taxa publicamente. Portas anuncia que fará declaração. 
-A sede do governo envia carta à Troika sugerindo a folga para recuar na taxa, dando margem a Portas.
- Com a aparente garantia, Portas vai a público e diz que não deixará passar a taxa, apertando a Troika e/ou Gaspar (convencido que haverá recuo, embora não tenha havido qualquer combinação com Passos como depois se disse). 
-Mas a declaração é feita com uma reserva: a de não estar disponível para ir até as últimas consequências para fazer valer a fronteira que não deixaria passar (convencido de que isso não seria necessário).
- A Troika intervém politicamente. Reafirma intransigência - quer a medida incluída no pacote, o que vem ajudar a sede do governo na questão interna com o CDS.
- Passos, aproveitando os três factores (reserva mental de Portas, ganho previsto com a possibilidade de o amarrar de forma definitiva, garantia de ajuda da Troika no interior do conselho de ministros) utiliza a margem para apertar Portas.
- Encostado à parede, Portas cede (alternativa seria demitir-se, o que é o conteúdo da reserva mental: não quer ser o bode expiatório do segundo resgate). A cedência é parcial: a medida mantém-se sujeita a alteração potencial.
- A notícia colocada nos media reafirma cedência, reforçando ideia de recuo do CDS.
- Resta saber como responderá Portas. Passos deu-lhe corda para se enforcar. 
Se percebi bem, são estes os factos.

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publicado às 03:14