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Bofetadas e afins

por pedrop, em 07.04.16

O deputado João Galamba sugeriu, há tempos, um "murro na tromba" do deputado Duarte Marques. O então deputado José Eduardo Martins queria resolver o assunto "lá fora" contra um colega deputado, Afonso Candal, que tinha intervindo sobre painéis solares na Assembleia da República. Outro deputado do CDS atirou uma sanduíche contra a cabeça de Maria José Nogueira Pinto, quando o CDS se ajustava (usando o verbo da moda) da derrota eleitoral de 2005. Lembram-se de quando o assessor de imprensa do PSD, Zeca Mendonça, foi apanhado por uma câmara a agredir um repórter num evento oficial? Foi logo demitido, não foi? Nem por isso, foi elogiado e no fim de semana passado até teve uma homenagem no Congresso do PSD - homenagem a que nem o histórico líder Cavaco Silva teve direito na saída da sua vida pública (pense-se o que se pensar dele). Longe de mim querer fazer elogio da violência e das declarações censuráveis de João Soares, de que nem sequer partilho o estilo em termos políticos. Mas acho curioso ver quem lhe peça hoje a demissão ter defendido o oposto num ou em vários casos como estes de que me lembrei. Longe vão os tempos em que a coisa era à séria. No início do século passado, prestes a assumir a presidência da república, João Pinheiro Chagas levava um tiro no olho. Sobreviveu. O senador que disparou, o transmontano João José de Freitas, nem por isso - acabou linchado pela população no Entroncamento. Há quem continue a perder as estribeiras e a razão, e o teclado ajuda.

 

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publicado às 20:02