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Sobre os "demains qui chantent" do Governo

por pedrop, em 04.05.14

Do ponto de vista económico, o programa de ajustamento foi um desastre; do financeiro, profundamente ineficiente; do social, injusto. Há apenas dois sucessos: um, ideológico, de deslocação do papel do estado, e outro de salvaguarda de quem tinha títulos de dívida. Na verdade, resultou em transferir riqueza e poder para quem mais os tinha, e em deslocar a dívida para credores internos. Os preços a pagar foram a depressão económica, os cortes ineficientes (com 1/3 ou 1/4 de consolidação) e a assumida iniquidade na repartição do esforço. Entretanto, manteve-se o barco, até agentes externos (como o BCE) contribuírem para a diminuição dum problema que é europeu e não português. Passos Coelho não baixou os juros da dívida nos outros países, e não os baixou em Portugal. Este governo é parte do problema, não da solução. Passou do apoio incondicional à troika para a libertação, sem assumir o falhanço, porque não o reconhece verdadeiramente. A “libertação” é um jogo de retórica eleitoral. A forma com que termina o programa de ajustamento é pouco relevante, como se viu com os novos cortes e aumentos de impostos do DEO. Mas compete-nos a nós, cidadãos, resolver a ilusão de que se pode enganar novamente os eleitores, com medidas eleitoralistas em 2015, à semelhança de 2011. Metade do problema está arrumada (troika), falta arrumar a outra metade (governo).

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publicado às 21:40


1 comentário

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De makarana a 04.05.2014 às 22:13

Para quê Pedro? Para o PS fazer a mesma coisa que este governo faz? Meu caro,o que este governo faz ,é o que Hollande,renzi e o SPD fazem.Atér Sócrtes tomou medidas deste género,que causaram recessão em 2011.Já nºao se recorda? Qualquer outro partido faria o u que este governo faz.Acha que manter 10% de défice era solução? Não digo que as coisas tenham corrido bem,mas manter os niveis de défice que tinhamos não era solução também.Só faz vida de milionário quem tem dinheiro para tal.E nós não tinhamos: távamos falidos.Hoje,com todo os erros do governo,e apesar desses,passámos de 10% de défice para 5%.Não se j faz ajustamentos sem dor.E a mão estendida não é solução.
Mesmo que eu concordasse com as suas soluções,o que você propõe é impraticável e profundamente irrealista,porque os paises do norte não estão para nos financiar.Se queremos estar no euro,este é o rumo.
Mas alguns parece que desejam a saida do euro,e tornar-nos numa Cuba ou numa Venezuela.
PS: os "ricos" têm melhores paises em termos de fiscalidade para se instalarem,não sabe? E não necessariamente sequer na europa....

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